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A cria desfazendo do criador

Por Jorge Aragão – Chega a ser espantoso o cinismo do governador Flávio Dino ao falar sobre o rompimento com o seu “padrinho político”, o deputado federal e pré-candidato ao Senado, José Reinaldo Tavares.

Em entrevista na cidade de Imperatriz, quando falou pela primeira vez publicamente sobre o assunto, Flávio Dino demonstrou um cinismo impressionante e, mais uma vez, deixou à prova toda sua prepotência.

O comunista tenta passar a impressão que a decisão tomada pelo seu “padrinho político”, àquele que foi fundamental para a sua primeira vitória nas urnas, foi uma traição, tentando inverter a situação.

Para Flávio Dino, o fato de José Reinaldo não se sujeitar mais a humilhação que estava passando e procurar criar uma terceira via para o Maranhão é buscar o atraso. Ou seja, no auge de sua prepotência, o Professor de Deus encarnou Jesus é só faltou dizer: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, se não por mim”. Veja abaixo o vídeo.

Maket do projeto original e a cagada que foi feita

 A beira rio de Imperatriz foi inaugurada no dia 17 de Dezembro, o governo do estado fez questão de fazer uma grande festa pra sua inauguração. A atração escolhida foi a dupla mineira Cezar Menotti e Fabiano, foram contratados a peso de ouro, cerca de R$ 200 mil reais. Logo na inauguração as pessoas perceberam que esqueceram de fazer os banheiros, o aperreio foi grande, pois o descampado é enorme. Flávio Dino ainda não tinha viajando quando os problemas começaram, rachaduras, alambrado do parquinho quebrou na primeira noite, devido a péssima qualidade do material. Mais de 20 mil metros quadrados e não tem ciclovias, a distancia entre as rampas para deficientes físicos é de cerca de 600 mts. As rachaduras foram aumentando e o grande cimentado não aguentou e desabou. O Deputado Estadual Wellington do Curso esteve na cidade e constatou in loco a cagada que foi feita e disse que a obra foi superfaturada. Na placa da obra o valor inicial é de cerca de R$ 3 milhões de reais, mas o Blog conseguiu informações seguras do valor da obra, R$ 13.904.720,10, isso mesmo, cerca de quase 5 vezes mais que o valor inicial. Outro dia um amigo ligou de Marabá dizendo que um bloco de cimento estava passando flutuando no rio, eu disse a ele pra pegar que eu iria buscá-lo, afinal é nosso e custou quase R$ 14 milhões de reais

A cidade ta em festa

O prefeitão e todo o staff da prefeitura estiveram no mercadinho pra entregar as barracas dos feirantes. A cerimonia foi muito concorrida, todos queriam participar desse grande evento. O cerimonial caprichou, colocou uma tenda que interditou a Rua Aquiles Lisboa. Parabéns prefeitão é de obras desse porte que a cidade precisa. Outros aguerridos prefeitos também já entregaram obras dessa envergadura, veja alguns exemplos:

Deu na Coluna Estado Maior – O governador Flávio Dino (PCdoB) entrou na reta final da pré-campanha em uma espécie de inferno astral, com sangrias políticas, partidárias, administrativas e eleitorais. A perda de aliados, somada à de legendas com tempo de propaganda – além de fracassos administrativos em diferentes áreas -, formam uma mistura explosiva, capaz de minar qualquer projeto eleitoral do comunista.

Desde sempre já se sabia que o governo Flávio Dino desestruturou o sistema de saúde do estado, acabou com a malha que garantia escoamento da produção e o direito de ir e vir; perseguiu servidores públicos e empresários e destruiu as finanças públicas, mesmo herdando nada menos que R$ 2 bilhões em caixa.

Mas tudo isso parecia sem efeito eleitoral diante do quadro cada vez mais firme de aliados políticos, garantidos por negociatas e jogo de interesses que aparelhava o governo em troca de apoios. Era com esse cacife que o comunista se preparava para entrar na disputa pela renovação do mandato.

Tudo isso ruiu a partir da decisão do ex-governador José Reinaldo de expor a ingratidão do governador e decidir deixar o governo. O gesto de Tavares estimulou outros, que se preparam para também abandonar a nau comunista.

Abalado administrativamente, com as finanças estaduais destruídas e sem palanque consistente, Dino caminha para o desfecho natural a todos os que se acham absoluto politicamente.

A coisa não ta nada boa pro delegado-prefeito, até os aliados de primeira hora, estão querendo comer o seu figado cruzinho. Segundo informações quentíssimas, repassada ao Blog por uma liderança da câmara municipal, um vereador aliado se zangou com o Alcaide e partiu pra abrir uma CPI, o pega pra capar foi grande, o engraçado de tudo isso é que foram os vereadores de oposição que conseguiram acalmar o brutão. Se realmente a situação ta dessa forma, já já ele será presenteado, abra o olho prefeitão!

Novamente ele, Zé Reinaldo!

José Reinaldo Tavares, mais uma vez ele surpreende os maranhenses. Em 2006, o povo clamava por mudanças, ele foi pra cima e com muita articulação ele conseguiu eleger Jackson Lago. Desta vez o povo estava a procura de alguém, que mostrasse um novo caminho, a tal mudança prometida não agradou, é só mentiras e enganação, aí surge novamente Zé Reinaldo com coragem de romper e liderança pra formar um novo grupo. A decisão de Zé Reinaldo esta encorajando aqueles que estão sendo humilhados pelos comunistas, a debandada ta grande, lideranças de todas as regiões já estão abandonando o barco vermelho e se juntando a outros grupos. A porteira foi aberta, o estouro foi grande, ninguém mais segura.

Secretário de Segurança Jefferson Portela

Os comunistas já viveram dias melhores. Os aliados de primeira hora estão apeando do barco que começou a entrar água, entre eles o canibalismo ta imperando. O Secretário Estadual de Segurança Pública, Jefferson Portela, declarou guerra através das redes sociais, ao Deputado comunista, Raimundo Cutrim, é comunista contra comunista. Portela chamou Cutrim de covarde e o desafiou pra um debate no local que ele quiser. “Quando Secretário de Segurança, Cutrim afirmou antes da pericia, que o Prefeito de Buriti Bravo havia cometido suicídio. Mentira, foi homicídio”, palavras de Jefferson Portela

Veja abaixo a íntegra da denúncia do Ministério Público contra o ex prefeito de Senador La Rocque, Francisco Nunes da Silva:

A Promotoria de Justiça da Comarca de Senador La Rocque protocolou, na última quinta-feira, 22, uma Denúncia contra Francisco Nunes da Silva, ex-prefeito do município, e Fiara Maria de Alencar Bueno Fialho. A Denúncia foi motivada pela assinatura de um contrato irregular de aluguel.

Em 16 de janeiro de 2013, o Município de Senador La Rocque assinou o contrato de aluguel de um prédio, de propriedade de Fiara Fialho, no qual deveria funcionar a sede administrativa da Prefeitura. O contrato, no entanto, não se enquadrava nas hipóteses previstas na lei n° 8.666/93 para dispensa de licitação, pois o Executivo Municipal contava com um prédio próprio como sede.

Além disso, não foi observada uma série de formalidades previstas na Lei de Licitações, como a avaliação prévia para verificar se o valor da locação era compatível com o praticado no mercado. O contrato também não menciona o número do processo de dispensa de licitação (o que gera dúvidas sobre a sua existência) e não houve publicação do instrumento do contrato na imprensa oficial.

De acordo com testemunhas ouvidas pela Promotoria, o contrato não teria sido precedido de licitação, além de ter sofrido prorrogações tácitas. Já o prédio no qual funcionava a Prefeitura de Senador La Rocque até o início da gestão de Francisco da Silva estava em estado razoável, precisando apenas de pequenos reparos de pintura e telhado.

“Nessa perspectiva, revela-se desarrazoada a decisão de alugar um imóvel para sediar a prefeitura municipal, notadamente considerando que o Município de Senador La Rocque possui prédio destinado a essa finalidade”, observa o promotor de justiça Edson de Miranda Cunha Filho.

O Ministério Público do Maranhão requer que Francisco Nunes da Silva e Fiara Maria de Alencar Bueno Fialho sejam condenados por “dispensar ou inexigir licitação fora das hipóteses previstas em lei, ou deixar de observar as formalidades pertinentes à dispensa ou à inexigibilidade”. A pena prevista na Lei de Licitações é de detenção de três a cinco anos, além de multa.

Redação: Rodrigo Freitas (CCOM-MPMA)

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