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O MAPA PARA CHEGAR À FORTUNA FOI ENTREGUE AOS INVESTIGADORES NA MEGA DELAÇÃO

Diário do Poder – Ao norte do Mar do Caribe, nas pequenas ilhas que formam Antígua e Barbuda, a força-tarefa da Operação Lava Jato procura pistas de um tesouro oculto de aproximadamente US$ 70 milhões. O mapa para chegar à fortuna – ou aos rastros de sua existência – foi entregue aos investigadores na mega delação premiada da Odebrecht, por Olívio Rodrigues Júnior, o “laranja” responsável por abrir e controlar contas secretas, em paraísos fiscais, para a máquina de fazer propinas do grupo, o Setor de Operações Estruturadas.

Olívio, como é conhecido, é um dos 78 colaboradores da maior delação já fechada pela Lava Jato. Em seus depoimentos, ele afirmou que os donos da Cervejaria Itaipava e um contador converteram em investimentos imobiliários, nas ilhas de Antígua e Barbuda, o dinheiro que escondiam em conta secreta do banco Antigua Overseas Bank (AOB).

“Eles, da Cervejaria Itaipava, têm hoje a quantia de US$ 70 milhões, ou US$ 60 (milhões), ou US$ 80 (milhões), não sei especificar o valor, em imóveis dentro da ilha, representado por esses títulos”, afirmou Olívio, no Termo 05 de sua delação premiada, fechada em dezembro, com a Procuradoria Geral da República (PGR).

O objetivo da operação de compra de imóveis, segundo Olívio, seria salvar o dinheiro não declarado e apagar rastros de pagamentos para políticos e agentes públicos, feitos pela Petrópolis, via  conta secreta em nome da offshore Legacy International Inc – que seria controlada por Silvio Pelegrini, contador da empresa.

Na época, o contador e os donos do Grupo Petrópolis, Walter Faria, e seu sobrinho Vanuê Faria, tinham sido alvos de uma investigação da Polícia Federal, no Brasil – a Operação Avalanche, em 2008

Rastros

A conta Legacy recebeu US$ 99 milhões de dinheiro ilícito da Odebrecht, em 2007 e 2008, como compensações pela venda de reais não contabilizados da cervejaria no Brasil, aponta a mega delação da Odebrecht.

A operação de compra de títulos imobiliários foi montada, segundo o delator, por dois brasileiros representantes do AOB, que cuidavam das contas secretas da Cervejaria Itaipava e da Odebrecht, em Antígua e Barbuda. Os dois citados na delação, Luiz Augusto França e Marcos Pereira de Sousa Bilinski, são delatores da Lava Jato, desde 2016.
O AOB quebrou em 2010. “Foi feito isso para serem ressarcidos o dinheiro lá, Como o banco quebrou, eles foram a única instituição que conseguiu reaver o dinheiro, porque eles tinham feito isso antes do banco quebrar”, explicou Olívio, à Lava Jato.

Questionado se o dinheiro, convertido em imóveis pela Petrópolis, era de caixa 2, ele confirmou. “Caixa 2, que basicamente eles usavam para pagar agentes públicos dentro do próprio AOB”, respondeu o delator.

Olívio não sou apontar os nomes dos beneficiários, mas disse que França e Bilinski saberiam dizer. “Foram eles que conduziram a operação para que não fosse a público os nomes desses agentes públicos, eles que sonegaram essa informação e transformaram tudo em uma operação obscura.”

Tesouro

O “laranja” da Odebrecht relata em sua delação que o tesouro oculto da Cervejaria Petrópolis estaria ainda imobilizado no Caribe. Formada por três ilhas, do antigo arquipélago das Pequenas Antilhas – nome dado ao paraíso caribenho, por Cristóvão Colombo -, Antígua e Barbuda é um dos países já em cooperação internacional jurídica com o Ministério Público do Brasil.

Investigadores já iniciaram a caça ao tesouro da Petrópolis no Caribe, ou de rastros que levem a ele. Olívio deu pistas sobre os imóveis. “São N imóveis, tem até hotel.”

O procurador da República Orlando Martello, da força-tarefa da Lava Jato, questionou se o investimento era referente à cotas em um fundo imobiliário.

“É imóvel específico, terreno de frente para a praia, tudo deles, o hotel, não sei das quantas, Marina …, não me recordo o nome. É inteiro deles, não é uma cota parte. Porque o volume (de dinheiro) era muito expressivo, e para a ilha também, é um volume absurdo. O terreno é uma encosta inteira”, narrou Olívio.

Na delação de França, Bilinski e Vinicios Veiga Borin, outro representante do banco, eles confessaram que com o problema na instituição, eles compraram em parceria com Olívio Rodrigues Júnior e o Grupo Petrópolis 51% de uma filial do Meinl Bank, de Viena, em Antigua, para continuar a movimentar recursos na ilha. Nos depoimentos tornados públicos pela Lava Jato, no entanto, eles não citam a conversão dos recursos da cervejaria em imóveis.

“O Luiz França e o Marcos Bilinski (representantes do AOB) foram as pessoas que conduziram essa operação e Vanuê Farias (sobrinho do dono da Petrópolis, Walter Faria) participou”, afirmou o delator.

Olívio conta que um representante do AOB abriu subcontas na conta Legacy e que elas foram usadas para pagar agentes públicos ou políticos. Por isso, a conta teve que ser fechada.

“Eu viajei num jato deles, com eles, para negociar a operação do banco. Saí daqui do Brasil, em um jato deles, um Legacy 45. Tanto para negociar a parte do problema da Odebrecht, que existia os US$ 15 milhões, para ver se recebia ou não, como eles foram negociar a parte deles que era os US$ 70 milhões que estavam com problema lá na ilha quando o banco quebrou.”

Nas delações dos funcionários do AOB, eles relatam em 2016 que quando o banco quebrou, o dinheiro da Odebrecht, que estava distribuídos em várias contas, foi concentrado na conta da Klienfeld, controlada por Olívio, e US$ 15 milhões foram perdidos.

Olívio, que tinha relação mais próxima com os representantes do banco, entregou aos investigadores os nomes das outras offshores relacionadas à usada pela Itaipava.

Para investigadores da Lava Jato, parte desses negócios podem estar relacionados a pagamentos de propinas a políticos e agentes públicos no Brasil.

Por meio de nota, os donos da Itaipava negam relação com a conta e afirmam que todas suas transações estão registradas.

Provas

O delator entregou documentos para os investigadores da Lava Jato, como prova do que narrou, entre eles, um contrato entre as offshores e uma planilha com os registros de movimentação de dinheiro da conta da Legacy e das contas offshores usadas pela Odebrecht, a Klienfeld Services e a Inovattion Research Engineering and Development.

“Tenho conhecimento de uma conta no exterior de nome Legacy aberta junto ao Banco AOB”, relatou o delator, aos procuradores da Lava Jato. “Na conta, foi feita a compensação de valores já disponibilizados em reais no Brasil. Em 2007 foi pago nesta conta US$ 25,5 milhões e em 2008 cerca de US$ 73 milhões.”

Outros três delatores da Odebrecht detalharam como a empresa se aproximou do Grupo Petrópolis, em 2006, e realizou operações de dólar-cabo em 2007 e 2008, vendendo reais no Brasil e recebendo em dólar no AOB, em Antigua e Barbuda.

Hilberto Mascarenhas da Silva Junior, que era o chefão do Setor de Operações Estruturadas, Luiz Eduardo da Rocha Soares, que controlava a rede de mais de 40 contas secretas usadas pela Odebrecht e Olívio, o principal “laranja” das contas, contaram que foram apresentados, em 2006, para o Grupo Petrópolis pelos dois representantes do AOB, Luiz França e Bilinski.

“Ela (Cervejaria Petrópolis) era uma empresa que tinha muitos reais e gostaria de transforma-los em dólares. A Odebrecht precisava de alguém que disponibilizasse reais no Brasil e quisesse receber o equivalente, em dólar, no exterior, e a Cervejaria tinha interesse nessa operação”, relatou Olívio.

Olívio e os outros dois delatores narraram o almoço, em um restaurante do quilômetro 53, da rodovia Castelo Branco, em que foram apresentados os parceiros de ilícitos. Entre eles, o dono do Grupo Petrópolis, Walter Faria, além de Vanuê e o contador Silvio Pelegrine – esse último, o controlador da conta da Legacy International Inc.

“Fizemos duas operações testes, em confiança”, afirmou Olívio. Foram US$ 500 mil e depois mais US$ 1 milhão para averiguar a eficiência do sistema. As duas operações foram compensadas com depósitos no banco Safra, em Genebra, na Suíça.”

Em dois anos de operações de dólar-cabo, cerca de R$ 105 milhões foram entregues para o Setor de Operações Estruturadas – a máquina de pagar propinas estruturada por Marcelo Bahia Odebrecht, preso desde junho de 2015 – para que a empreiteira entregasse dinheiro de corrupção e caixa 2 a políticos e agentes públicos.

O caso será investigado pela força-tarefa da Lava Jato, em Curitiba, para onde será enviado o material da delação da Odebrecht sobre sua relação ilícita com o Grupo Petrópolis.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, acolheu argumento da PGR de que a competência para o caso é o juiz federal Sérgio Moro – origem do escândalo Petrobrás.

Na investigação serão apurados ainda as doações eleitorais cruzadas entre Odebrecht e Petrópolis, nas disputas de 2008, 2010, 2012 e 2014 – que teriam totalizado R$ 120 milhões.

COM A PALAVRA, O GRUPO PETRÓPOLIS

O Grupo Petrópolis divulgou uma nota, por meio de sua assessoria de imprensa, em que nega relação com a conta da Legacy International. A empresa afirma que toda relação com a Odebrecht foi profissional e as transações financeiras declaradas.

“As relações do Grupo Petrópolis com a Odebrecht sempre foram profissionais, inclusive por conta da construção de suas fábricas. Todas as transações financeiras estão  declaradas. A empresa não tem qualquer vínculo com a referida conta.” (AE)

Por Marco Aurélio D´Eça – Partido do governador Flávio Dino, eleito sob o signo da mudança, se envolve não apenas em casos de crimes políticos e eleitorais, mas aparecem listados em casos de crimes comuns e até hediondos

METADE NA JUSTIÇA

Flávio Dino com os prefeitos do PCdoB: DOS 46 eleitos, 23 foram denunciados por crimes eleitorais

Desde o início do mandato de Flávio Dino (PCdoB) pelo menos três membros do governo ligados ao comunismo (lembra de Simone Limeira?) foram flagrados em prática de corrupção.

Mas eles também se envolvem em crimes outros, como Danilo dos Santos Silva, ex-adjunto da Secretaria de Administração Penitenciária preso na Operação Turing por corrupção no exercício do cargo. (Relembre aqui)

FRAUDE EM LICITAÇÃO

Ex-auxiliar foi até preso pela Polícia Federal, aós exoneração do cargo

Além dele, o vice-presidente do PCdoB de Timon foi preso sob acusação de estupro. (Releia aqui)

Na seara eleitoral, o partido que chegou ao poder no Maranhão como esperança da mudança tem o maior número de prefeitos envolvidos em crimes para se eleger.

São prefeitos eleitos em 2016 com práticas criminosas investigadas pela Justiça Eleitoral; dos 67 com processos no TRE, nada menos que 23 pertencem ao partido do governador Flávio Dino, segundo levantamento do blog do Diego Emir. (Leia aqui)

Só para lembrar: o PCdoB elegeu 46 prefeitos em 2016. Ou seja: metade deles está denunciada.

PROPINEIRA

Acusada de cobrar propina de comunidades indígenas de Grajaú, Simone Limeira é protegida do governador comunista

Os dinistas e comunistas podem argumentar que é natural que partidos tenham membros investigados por uma ou outra questão.

Mas fica a pergunta: o PCdoB não seria diferente?!?

Ah, só para não esquecer: o próprio governador comunista Flávio Dino também foi denunciado por corrupção na Operação Lava Jato…

O Governo Flávio Dino é o governo da propaganda enganosa. Paga-se milhões em propagandas na esperança de engambelar o nosso povo, pra se ter uma ideia, o governo esta pagando cerca de R$ 500 mil reais por mês para uma empresa da esposa de um Blogueiro do Rio de Janeiro, apenas pra ficar “plantando” notinhas na grande imprensa. Enquanto isso o povo vai padecendo, por não ter o que mostrar, o governo se agarra a qualquer situação para virar noticia na imprensa paga, até a entrega de uma simples ambulância, é motivo de festas.

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